Fonte: Portal Eu Quero Investir - Foto: Divulgação

A portabilidade de financiamento imobiliário cresceu em 102% em 2019, de acordo com dados do Banco Central. Isso ocorreu devido à queda da taxa básica de juros (Selic), 5,5% para 5% ao ano. A elevação ocorreu de janeiro a agosto, informou reportagem publicada no portal G1.


Assim, a redução dos juros cobrados pelos bancos para o financiamento da casa própria influenciou na portabilidade do crédito imobiliário. O setor acabou sendo mais atraente para o brasileiro poder dar entrada em seu imóvel, aumentando assim a demanda.


Isso ocorre porque o cliente pode reduzir o valor das parcelas e também ter melhores condições de empréstimos. No período de janeiro a agosto, foram feitas 1.605 efetivações de financiamentos imobiliários, num total de R$ 608,2 milhões. Comparando o mesmo período de 2017, houveram 794 efetivações, somando R$ 335,8 milhões, informou o Banco Central.


Já os dados mais recentes, do mês de agosto, mostram que os pedidos ampliaram para 1.761. Em julho foram feitos 764.


Financiamento imobiliário ainda tímido


Apesar do avanço, os números ainda são bem tímidos se comparados ao potencial do setor. Um estudo do Banco Central mostra que o crédito imobiliário representa apenas s 0,1% do total de pedidos de pedidos de portabilidade no sistema bancário e 2,1% do valor total portado.


Ações


O Índice Imobiliário está no maior nível desde que foi criado, com valorização de 45% no ano e 1.200 pontos. Isso representa quase o dobro da alta do Ibovespa. Os números são resultados da soma de juros menores, expectativa de recuperação econômica e de maior demanda por imóveis


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O Imob é composto por 14 ações, que vêm sendo estimuladas pela performance das incorporadoras Cyrela. Esses papéis tiveram crescimento de mais de 80% no ano. A Eztec teve ações que dobraram de valor, comparado com o início de 2019. A Even teve crescimento de 107%.


A valorização dessas empresas é atribuída à perspectiva de maior demanda da classe média por imóveis, como consequência da redução das taxas no financiamento imobiliário. Segundo dados do Banco Central, os juros pagos por pessoas físicas no setor privado caíram de uma média de 9,29% ao ano, em janeiro, para 8,65%, em setembro.

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